A necrose da cabeça do fêmur é uma das condições mais silenciosas do quadril. Ela começa sem “avisar” e, quando finalmente provoca sintomas que levam o paciente ao médico (como dor no quadril), o comprometimento do osso já pode ser extenso.
Entenda mais sobre esse problema abaixo, incluindo os sinais precoces que ele provoca e as possíveis soluções para essa condição antes e depois de haver danos expressivos:
Necrose da cabeça do fêmur: o que é, causas e mais
A cabeça do fêmur é a parte arredondada do osso da coxa que se encaixa na bacia. Como qualquer outro tecido vivo do corpo, ela depende de um fluxo contínuo de sangue para se manter saudável.
Quando existe interrupção ou redução desse fluxo, o osso deixa de receber oxigênio e nutrientes, e começa a morrer. Isso caracteriza a osteonecrose do quadril: a morte progressiva das células por falta de circulação no osso.
Com o tempo, a falta de sustentação óssea faz com que a cabeça do fêmur perca a resistência. O peso do corpo sobre a articulação provoca então o que chamamos de colapso da cabeça do fêmur, quadro caracterizado pelo achatamento dessa estrutura.
Ao perder o formato tipicamente arredondado, ela não se encaixa mais na cavidade da bacia (acetábulo), causando desgaste articular, dor no quadril e possível evolução para artrose.
O tempo de progressão da condição varia de meses a anos, dependendo do tamanho da área afetada e dos fatores de risco do paciente. Em 70 a 80% dos casos, os dois quadris são afetados.
Causas da necrose femoral
As causas da necrose femoral são variadas. Em parte dos casos, não é possível encontrar uma explicação clara, mas a maioria deles envolve um ou mais dos fatores de risco abaixo:
Uso prolongado de corticoides
A utilização crônica de medicamentos como os envolvidos no tratamento de lúpus, artrite reumatóide e asma, por exemplo, pode comprometer a circulação de sangue na cabeça femoral.
Consumo excessivo de álcool
O alcoolismo favorece alterações nos vasos sanguíneos que, com o tempo, podem prejudicar a irrigação do osso.
Traumas no quadril
Fraturas ou luxações da articulação podem danificar os vasos sanguíneos que levam sangue à cabeça do fêmur, favorecendo a necrose.
Doenças do sangue
A anemia falciforme, por exemplo, pode causar obstrução de pequenos vasos sanguíneos devido a deformidades nas hemácias. Com o tempo, o quadro pode levar à osteonecrose.
Doenças sistêmicas
Doenças como o lúpus eritematoso sistêmico, doença de Gaucher e alguns distúrbios de coagulação também podem estar associados à osteonecrose do quadril.
Radioterapia e quimioterapia
Tratamentos oncológicos também podem afetar a vascularização óssea, favorecendo o surgimento dessa condição.
Sintomas de necrose no quadril
Os sintomas de necrose no quadril costumam aparecer de forma gradual, algo que costuma atrasar o diagnóstico. Quando os sinais surgem, podem incluir:
- Dor profunda na virilha que pode irradiar para a coxa, a nádega ou o joelho, e piora ao caminhar;
- Dificuldade para movimentar o quadril;
- Rigidez articular;
- Claudicação (ato de mancar).
Tratamento da osteonecrose
O tratamento de osteonecrose depende do estágio em que se faz o diagnóstico. Isso porque, antes do colapso da cabeça femoral, o tratamento pode ser mais conservador – mas, após o colapso, as opções diminuem. Entenda abaixo:
Tratamento antes do colapso
Quando se faz o diagnóstico em um estágio inicial, com a cabeça do fêmur ainda com formato preservado, o objetivo do tratamento é impedir o colapso e estimular a regeneração óssea. As abordagens podem incluir:
- Restrição de carga com uso de muletas enquanto o osso tenta se recuperar;
- Medicamentos antirreabsortivos para retardar a morte óssea e minimizar os danos;
- Descompressão da cabeça femoral: procedimento cirúrgico minimamente invasivo para aliviar a pressão dentro do osso e abrir caminho para novos vasos sanguíneos;
- Infiltrações com ortobiológicos como plasma rico em plaquetas (PRP) como recurso complementar.
Tratamento após o colapso
Nos casos em que a cabeça do fêmur já perdeu a característica arredondada e o paciente já está com artrose, a cirurgia para necrose no quadril é a melhor opção. Nesse caso, se trata da artroplastia total – ou seja: a substituição da articulação por uma prótese de quadril.
Esse é o recurso mais eficaz para eliminar a dor quase instantaneamente e restaurar a mobilidade nos casos avançados. Se trata de uma cirurgia feita sob anestesia que dura de 1 hora e meia a 2 horas. Depois dela, o paciente já costuma ficar em pé no dia seguinte com a ajuda da fisioterapia, enquanto a recuperação completa leva de 3 a 6 meses.
Necrose do quadril tem tratamento e buscar ajuda é fundamental
A osteonecrose é uma condição que pode avançar rapidamente. Por isso, quanto mais cedo o diagnóstico é feito, mais recursos ficam disponíveis para melhorar a qualidade de vida do paciente e até preservar o quadril natural. Ter atenção aos sintomas é, portanto, essencial especialmente para pacientes que usam muito corticoide ou têm histórico de trauma no quadril.
No consultório, atendo pacientes com osteonecrose do quadril em diferentes estágios da doença tanto como ortopedista de quadril em Jundiaí quanto como especialista em quadril em Itu. Meu objetivo em cada consulta é avaliar o estágio da condição com precisão, oferecendo o caminho que melhor protege sua articulação, preservando qualidade de vida no curto e no longo prazo.
Se você tem dor no quadril persistente ou qualquer fator de risco para necrose femoral, marque sua consulta o quanto antes!
Sobre o cirurgião de quadril Dr. Carlos Eduardo Ribeiro
O cirurgião de quadril Dr. Carlos Eduardo Ribeiro é ortopedista e traumatologista com especialização em cirurgia do quadril e terapias regenerativas. Ele coordena o Serviço de Ortopedia da Santa Casa de Itu e atende como médico de quadril em Indaiatuba (SP), com atuação ainda em hospitais de referência na capital paulista.
Referência em tratamento de quadril em Itu e região, ele atua desde o diagnóstico e acompanhamento de condições como osteonecrose até procedimentos de maior complexidade, como infiltrações guiadas por imagem, descompressão da cabeça femoral, artroscopias e artroplastias totais.
Mais sobre osteonecrose femoral
Depende do estágio. Quando o diagnóstico é precoce, antes do colapso da cabeça do fêmur, é possível frear a progressão e, em alguns casos, permitir a recuperação parcial do osso com procedimentos conservadores.
Em estágios avançados, porém, o tratamento com prótese de quadril é o único capaz de sanar a dor e devolver a mobilidade, sem possibilidade de preservar a articulação original. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental.
As causas da necrose femoral são variadas. As mais comuns incluem o uso prolongado de corticoides, o consumo excessivo de álcool e traumas no quadril (como fraturas e luxações). Além disso, doenças do sangue (como anemia falciforme) e condições como lúpus também podem lesar os vasos responsáveis por irrigar o osso.
A necessidade de cirurgia para necrose no quadril depende do estágio da doença. Em casos iniciais, sem colapso da cabeça femoral, a descompressão cirúrgica (um procedimento minimamente invasivo) pode bastar para aliviar a pressão no osso e estimular a recuperação.
Quando o colapso já ocorreu e a artrose se instala, a indicação mais comum é a de artroplastia total, onde o especialista em quadril substitui a articulação natural por uma prótese. Em todos os casos, porém, a decisão é individualizada e depende de avaliação detalhada.



